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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Mistério



Me via sempre ali dentro daquele enorme capuz negro que escondia meus cabelos crespos e ruivos.Meu olhos eram fixados nele em um azul escuro mas que sempre sofria ondulações como as ondas do mar escondidos sobre a lente negra quando o via.

Ele era perfeito,rígido,pálido e frio.Seu cheiro,sua voz,sua força,seus olhos castanhos ouro tudo me impressionava.

Meu,era meu totalmente meu.Após todas as caçadas noturnas ele sempre via ao meu encontro e como uma pedra fria e dura me abraçava.Seu frio me passava e me arrepiava,ele levantara meu rosto e fiquei de encontro aos seus olhos e sua boca em perfeita sintonia se unia a minha,seus braços me envolvia mais não se passava disso era o seu limite.

Me escondia ali dentro daquele capuz,me sentia sem esboço para viver fora dele,era como um casulo que me protegia e me escondia e que só ele,só ele conseguia entrar dentro de mim,dentro de minha alma e me absolver por completo.

Eu seria o boa o bastante pra ele?Não sabia mais,seus olhos que viviam por troca de cores entre o negro e o castanho ouro me confirmavam.O seu segredo estava protegido a mim,eu sabia assim como seus companheiros aos qual os denominavam irmãos.Sua extrema força,sua não aparição ao sol tudo estava e fazia sentido com o que era sua palidez e seu corpo frio davam a valor a teoria.

Naquela tarde como sempre fazia ao fim da aula nos encontrávamos e íamos a floresta úmida em frente a nossa escola.Me sentia a vontade e decide retirar meu enorme capuz negro que me cobria e escondia meu cheiro ,que caiu sobre a grama,seus olhos ficaram fixados em mim,ele me viria sem aquele capuz.Meus cabelos crespos e ruivos se arrumaram rente as minhas costas nuas pela blusa gravada que colocará naquela manha,e retirei minha lentes negras que escondiam meus olhos azuis vivos como o mar.

Ele se levantou e com uma voz roca disse que não podia haver nada entre nos,meu capuz tirava meu cheiro e ele acabara de ver e perceber:

Eu era humana.

Saiu apressada dentre a floresta e eu gritara:

-Edward não,eu te amo eu não tenho medo de você.

-Eu não sou bom para você eu não sou o bonzinho da historia você sabe e só aceitei porque achara que fosse como eu,mais você me enganou.

-Não,por favor.

Cai de joelhos sobre pedras e folhas que se encontrava no chão sem rumo e direção adormeci ali mesmo entre a imensidão da dor e da perda.

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