
Noite escura e fria,corujas cantavam tristemente e dava o ar sombrio.Urubus eretos nas arvores, aonde seus olhos amarelos e vividos nos tirava a direção ,mas não havia nada tão vazio,obscuro e espedaçado como meu coração.Aceitar aquilo era como quebrar mais um pedaço de mim,era enfiar um espinho pontudo em meu coração.
Ciência não explicava,a lei dos opostos se atraem,ação e reação nada,fatalmente nada conseguia explicar aquilo, nem mesmo o meu amor platônico por ele.Vê-lo,ouvir sua voz exaltada,sentir seu perfume era absolutamente uma droga que me sustentava e me matinha viva,que fazia meu coração conseguir bater mesmo que seja vagarosamente longe dele.
Deitada ali dentre a floresta úmida e escura, o seu rosto continuava em minha mente,sorriso,seu perfume.Eu não agüentaria o ver com aquele ser,desproporcional e exatamente fora de uma figura de uma mulher esbelta e dentro dos padrões aceitáveis de beleza..Ele era sinceramente um homem maduro,de alta personalidade,romântico e singelamente apaixonante.
A dor tomava conta de mim e perfurava meu coração,as lagrimas não se seguravam dentre meu olhos e saiam fervescente sobre meu rosto pálido e rígido ao mesmo tempo.
Ao meu lado o afiado canivete se iluminava rente os vagos raios de luz daquela enorme lua cheia,do outro um lindo roseiral com belas rosas avermelhadas e com poucas gotas de orvalho que brilhavam com a fraca luz.
Arranquei-lhe do belo roseiral um rosa.Olhei para ela e entre meus dedos jorrava-se inúmeras gotas de um sangue claramente de um vermelho sem cor e vida,a joguei longe e sobre a grama úmida de sereno o vermelho vivo da rosa se distanciava de meu sangue impregnado em seu cabo,com inúmeros espinhos afiados.
Nem uma rosa eu conseguia ter sem se quer me machucar.Ali debaixo daquela arvore e sobre o canto de corujas com a lua pouco sem vida no céu,com meus dedos com sangue decidir por fim a enorme dor que sentia, que estava ao mesmo tempo degolando meu coração em cachoeiras de sangue.Com um gesto vagaroso estiquei minha mão e tirei o canivete dos raios de luz,que se tornou morto e negro e o cravei em meu peito dando assim um fim a tudo a ele,a ela e a mim.A dor de um canivete em meu coração não se compara a dor que sentia ao vê-lo com ela.
Vagarosamente sem força via de meu peito jorrar sangue que desciam sem rumo até a grama,meus olhos não tinham mais força e os fechei assim como fechei minha vida a ele.
omg, sem palavras.
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